domingo, 22 de março de 2015

MUDANÇA DE SITE

Oi, pessoal!

Apenas para informar que encerrei este blog e, devido a humanava etapa em minha vida, agora estou seguindo com um novo blog no link:

Todas as publicações que fiz aqui estou transportando para o novo blog para que meus arquivos continuem no mesmo local.

Obrigada a todos!

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Hello, everyone!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Síndrome da vez, mas totalmente verídica

Acaber de ler. Incrível e não quero perder no meio das inúmeras publicações que faço em redes sociais. Então deixarei guardadinha aqui.
Se você faz parte da galera dos 20 e poucos anos, leia e solte um sorrisinho de canto de boca se identificando com cada passagem. :)

A Síndrome dos vinte e tantos

A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a), etc.
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’..
E às vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanhã teremos 30! Assim tão rápido?
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!

domingo, 4 de março de 2012

Apenas um comentário

"Vida sedentária e ritmo de trabalho alucinante são os maiores inimigos da vida saudável. Contra esses maus hábitos, o indicado é remédio simples e divertido: exercitar-se. Quem se exercita tem disposição, controla doenças e espanta o estresse. Mas, como proceder quando, por trabalho ou entretenimento, a pessoa fica hipnotizada diante do computador?"

Era Digital. Esse é o grande benefício e o grande mal da atualidade. A Geração Y chegou para ficar e mostrar que tudo mudou e que os que não se adaptarem, ficarão para trás. Mas será que esses tais jovens de 30 anos ou menos, sabem tudo mesmo?
Comunicação rápida, instantaneidade e velocidade são os sinônimos para o século XXI. Ou pelo menos dos anos 80 para cá. Se algo sai cai na web, em poucos minutos ou até segundos, qualquer um pode ficar sabendo através do seu computador pessoal, dos famosos tablets ou dos, quase humanos, celulares. Porém, nos últimos anos, o limite de comunicação, interação e convivência ultrapassou qualquer barreira online e se estocou ali, deixando qualquer resquício de realidade, carne e osso para trás.

Poucos dessa nova geração sabem como falar ao telefone, como se expressar, questionar, analisar e se impor sem uma tela em sua frente. A cada instante, parece que essas plataformas digitais estão substituindo a coragem e a oratória, servindo de muleta para os que sentem-se mais “a vontade” no mundo virtual. Ou pior: está servindo de desculpa como se fosse perder a vida se não checasse a última atualização de uma rede social no qual é cadastrado. Assim, regredindo e atrofiando qualquer incentivo dado pela geração anterior em se defender e se impor frente a frente às outras pessoas nesse clichê da Selva de Pedra.

E qual é a consequência dessa maravilha da Era Digital? Além, claro, dos incontáveis benefícios que não se pode negar na propagação de informação? As doenças tecnológicas. Elas vão desde as mais conhecidas como o estresse, passando por problemas corpóreos como tendinite, lesões por esforço repetitivo, insônia, má postura e enxaquecas, chegando às doenças psicológicas, como a Tecnose (pessoas viciadas em tecnologia) ou a Síndrome de Fadiga de Informação (pessoas que sentem “fome e sede” de informação acarretando lapsos de memória, prejudicando a vida profissional e social de jovens).

Mas o que fazer para reverter esse quadro? Além da família e amigos próximos, o próprio ambiente de trabalho deve intervir e orientar esses jovens tecnólogos por natureza. Videogames já foram cirados reconhecendo todos os pontos do corpo humano e incentivando os praticantes a jogarem e se divertirem com o próprio corpo. Para os que dizem não ter tempo para ir à academia, outros jogos foram desenvolvidos para treinos constantes sem sair do conforto do lar.

Portanto, há a necessidade de moldar, ensinar e projetar esse olhar de tundera da Geração Y para o sentido certo: Era digital saudável.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Parkour

Se você acredita que escalar prédios, atravessar qualquer obstáculo, pular entre os carros e não sofrer com altura é coisa para super herois, está enganado. Descubra mais sobre esse esporte que saiu do anonimato e está fervendo nos muros e pontes do país




      Le Parkour ou apenas Parkour significa "O Percurso" em francês e foi criado na década de 80 por David Belle. Belle se inspirou em seu pai, um dos combatentes na Guerra do Vietnã, que usava técnicas parecidas, mas não conhecidas com esse nome, nos confrontos. Para os que assistiram o filme 007 - Casino Royale, já sabem de qual esporte se trata. O ator Sébastien Foucan protagonizou a cena inicial na qual seu personagem foge do agente James Bond. São seis minutos de pulos, puxões, saltos e voos.
O Parkour é uma disciplina na qual os praticantes - conhecidos como traceurs ou traceuse, no feminino - usam seu corpo para passar por obstáculos de uma forma rápida e sem interrupções. Qualquer obstáculo que surgir, deve ser incorporado na execução dos movimentos e utilizá-lo a seu favor. 
Como todo esporte, o Parkour possui alguma base, e a dele é o Run: a "alma do parkour". Nele aprende-se como usar todas as técnicas que já sabe na teoria. O Run são dois pontos, A e B. Você corre do ponto A ao B, atravessando todos os obstáculos que encontrar pela frente. Numa Run, você aprende a ter maior visão de onde suas técnicas podem ser aplicadas e obtém um raciocínio mais rápido de que percurso aderir em uma situação que precise disparar em velocidade em um local desconhecido. 
Mas o Parkour não é só composto de uma sequência de movimentos. Por trás de cada movimento há uma filosofia com uma razão de ser executado. E mais: ele não foi criado para impressionar outras pessoas, ele existe para que cada traceur busque seus próprios motivos para praticar.
Mesmo sendo um esporte que já possui adeptos em todo o Brasil e mundo, não existem competições; você compete com você mesmo e com os seus próprios limites. Com tempo de treino e disciplina, você se torna capaz de fazer coisas que antes julgava impossíveis. Segundo seus praticantes o Parkour “é como se seu corpo estivesse ficado sempre no piloto automático, aí você descobre pela primeira vez que é capaz de controlá-lo".
Além disso, no Parkour não há gastos financeiros com acessórios. A única coisa que você vai precisar é de um bom par de tênis e roupas confortáveis. Luvas para proteger as mãos não são necessárias e também não são recomendadas. Quando você está com as mãos “livres”, seus movimentos são melhores controlados. Vale mais a pena passar a fase de dor, e esperar suas mãos calejarem. 
Outro detalhe é que o Parkour é um esporte que dispensa instrutores ou professores. Qualquer interessado pode procurar alguém que já treina há algum tempo ou assistir a vídeos e dicas pela internet.  Há eventos por todo o país, como a terceira edição do “Red Bull - Arte em Movimento”, principal evento internacional de Freeruning e Parkour do mundo, que aconteceu pela primeira vez em solo brasileiro em agosto de 2011 na Universidade de São Paulo. Eles incentivam a prática, tirando dúvidas, dando dicas e praticando ao vivo. 
     Mas imagine todas essas manobras radicais realizadas nesse esporte sendo feitas por cadeirantes sem qualquer chance de escolha? Um grupo de jovens praticantes de Parkour decidiram gravar um vídeo como forma de um protesto muito inteligente contra a total falta de acessibilidade das cadeiras de rodas nas grandes cidades. Veja os desafios enfrentados no vídeo a seguir:







Fernanda Fioravanti Machado





sábado, 3 de dezembro de 2011

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO


Segundo Guy Debord, a sociedade há 40 anos já vivia no fenômeno do Espetáculo. Ao analisar as teses e as afirmações sobre esse Espetáculo, pode-se afirmar que até os dias de hoje, a população se encontra na mesma fase, senão pior. 
Debord delimita o Espetáculo a partir da dominação da mercadoria sobre a economia. Mesmo que de primeira instância, de uma maneira oculta, fazendo-se de base material para a vida social, caracterizando-se como necessária para a sobrevivência. Porém, a realidade é que a mercadoria foi interligando-se de maneira despercebida às necessidades primárias das pessoas. Dessa forma, o indivíduo começou a necessitar de certos produtos como se realmente fossem fundamentais. Nesse momento, o espetáculo começa a atingir a sociedade. 
De acordo com as palavras de Guy Debord, o espetáculo é a outra face do dinheiro, o equivalente geral abstrato de todas as mercadorias. Mas, há duas afirmações que melhor descrevem esse fenômeno: “É o momento em que a mercadoria chega à ocupação total da vida social. O mundo visível é o seu mundo”; “O espetáculo é uma permanente guerra do ópio para confundir bem com mercadoria; satisfação com sobrevivência”. 
Dessa forma, a própria mercadoria, por tomar conta tão amplamente da vida dos consumidores, cria seu próprio mundo. Esse delimita as regras se troca, compra e venda. E o indivíduo que entra nesse mundo, dificilmente sai, pois é um mundo de ilusões. Com ideias ilusórias de que você precisa de tudo o que lhe mostram e lhe oferecem.
Um exemplo de espetáculo na sociedade atual é a febre do Black Friday nos Estados Unidos. Milhares de norte-americanos participam deste dia que já virou uma tradição de grandes descontos nas lojas que dá início à época de compras para o Natal. A liquidação é realizada um dia depois do feriado de Ação de Graças (Thanksgiving) e leva milhares de consumidores a dormirem por mais de dois dias em frente às lojas esperando o horário para abrirem e começarem a consumir. 
No Brasil, esse fenômeno já chegou e aconteceu no dia 25 de Novembro. Foi realizado pelo site Busca Descontos, que contou com a participação de mais de 50 lojas virtuais no Brasil e atraiu 210 mil acessos simultâneos por segundo logo nos primeiro minutos, o dobro do previsto pelos idealizadores. 
Os descontos oferecidos pelos varejistas online frustraram alguns internatutas, que esperavam promoções tão agressivas quanto as que são oferecidas nos Estados Unidos. No Brasil, os descontos oscilam entre 20% e 40%, em média. Nos Estados Unidos, as lojas oferecem descontos que chegam a 70%. Com isso, fica claro que a mercadoria chama pelos consumidores como algo impossível de perder. 
Mesmo o Brasil não tendo a mesma tradição de liquidações das lojas americanas e não tendo o intenso fluxo de vendas que também ocorre nos EUA, aqui os consumidores não estão tão distantes dessa realidade da América do Norte. Ainda mais que, se as lojas nacionais oferecessem 70% de desconto em seus produtos, com certeza as vendas iam aumentar e quiçá bater nos recordes dos Estados Unidos. 
Sendo assim, o Black Friday é um exemplo clássico de venda e consumo de mercadoria desnecessária. São produtos supérfluos, que o indivíduo muitas vezes já possui em casa, mas por já existir um modelo mais novo do mercado, se desfaz do antigo e adquire o da última geração. Não há cuidado com mercadorias e produtos novos despejados no lixo e muito menos com o desperdício de dinheiro, tempo, investimento e matérias-primas retiradas do meio ambiente que compõe esses produtos que não são fundamentais para a sobrevivência de um ser humano.
Portanto, há quase 50 anos, Guy Debord já falava da Sociedade do Espetáculo, do consumo e venda de produtos desnecessários. Atualmente, ao invés de o cenário inverter devido a uma conscientização maior das pessoas, fica claro que os que não possuem essa consciência, apenas pioraram o quadro de consumo ilusório da sociedade. 


Fernanda Fioravanti Machado

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SE ACABE NA PISTA ECOLÓGICA

Imagine uma balada em que você se diverte na pista e ainda produz energia para alimentar as luzes e o som do ambiente

Por Fernanda Fioravanti Machado


       A cada ano, mais novidades entram para a lista das opções ambientais. Dessa vez, o que está fazendo a cabeça da galera são as Baladas Sustentáveis em que a eletricidade não vem da tomada, mas sim da energia dos baladeiros. 
     Isso é possível graças a tecnologia da pista de dança piezoelétrica, que consegue transformar o movimento das pessoas em eletricidade. O chão, que é feito com uma mistura de cerâmica e quartzo, sofre uma pequena deformação (imperceptível para quem está dançando). Isso gera corrente elétrica que é utilizada para alimentar o clube. 
     A pista high-tech consegue gerar até 60% de toda a eletricidade consumida pela casa noturna. Os outros 40% são obtidos através de sistemas de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica que garantem o seu contínuo funcionamento. Com tanta energia fornecida, se a produção superar a necessidade, todo o excedente é doado aos imóveis vizinhos.
     Mas o projeto ecológico não para por aí. As paredes do clube são sensíveis ao calor e mudam de cor quando a casa está cheia e, literalmente, fervendo. No banheiro, as descargas e torneiras utilizam água da chuva. O ar condicionado é substituído por dutos de ar, e todos os vidros, metais, plásticos e papéis são reciclados. Já o bar só serve bebidas e alimentos orgânicos feitos sem nenhum tipo de agrotóxico ou produto químico, e tem como destaque a “biocerveja”. 
- EcoBaladas pelo mundo
     A primeira balada sustentável do planeta é a Sustainable Dance Club (SDC) em Rotterdam na Holanda. Ela foi criada através do projeto “When Nature Calls” (Quando a Natureza Chama) conduzido pela Enviu - inovadores em sustentabilidade. O resultado foi oficialmente lançado no Clube Off Corso com o evento “A Massa Crítica”, em 2006. 
     Dois anos depois, a WATT Club foi inaugurada na cidade holandesa como a primeira EcoBalada apresentando o seu modelo mais antigo. No ano seguinte, uma versão atualizada da Pista de Dança Sustentável foi lançada e transportada em todo o mundo para uma ampla variedade de clientes. 
     A Sustainable Dance Club acredita que se divertir e assumir a responsabilidade com o nosso mundo devem andar de mãos dadas. Assim, querem inspirar os jovens do mundo a adotar um estilo de vida mais ecológico. Afirmam também não acreditar que o lucro deve ser o único foco de uma sociedade moderna. Dessa forma, levam a frente seu slogan: People, Planet, Party!
     Já em Londres, no bairro de King’s Cross, a boate Bar Surya foi criada a partir do projeto Club4Climate. 
     O nome Surya significa Deus Sol em sânscrito e possui as mesmas inovações da SDC de Rotterdam, mas com algumas ideias a mais. As mesas são feitas de revistas, as paredes decoradas com telefones antigos e até uma banheira deu origem ao sofá. 
     Mas, um dos maiores atrativos leva a ecologia para o bolso dos adeptos da balada verde: a entrada é gratuita para quem comprovar que chegou lá andando, de bicicleta ou por meio do transporte público. Quem for de carro, poluindo as ruas de Londres, tem de pagar 10 libras para entrar.
Baladeiros gerando energia para o 
WATT Club em Rotterdam na Holanda
     No mesmo período, Nova York - a cidade que nunca dorme - não quis ficar de fora e também criou a sua balada sustentável, a Greenhouse. A casa noturna ecofriendly foi inaugurada em meio a muita especulação. A imagem de "espaço 
amigo da natureza" foi tida como jogada de marketing por muitos 
críticos. Mas, desde então, a Greenhouse virou point  e foi a única
boate do mundo a receber um certificado L.E.E.D. (Leadership in Energy and Environmental Design - Líder em Energia e Design Sustentável).
     Além de todos os atributos que as outras baladas contém, o teto da Greenhouse é coberto por mais de 5,000 cristais transparentes, criando a sensação de uma paisagem móvel. Os banheiros e as pias foram projetados para poupar mais de 15 mil galões de água por ano. E toda a madeira usada no ambiente é de bambu, que cresce rapidamente e, por isso, mais fácil de ser reflorestado.
    Claro que os funcionários da casa não sairiam ilesos. Todos vestem uniformes Edun, marca ecologicamente correta de Bono Vox, do U2. Os sabonetes também levam a assinatura de um famoso preocupado com o futuro do planeta, Brad Pitt. Os dois não são os únicos famosos que têm o nome ligado ao da boate. Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Jay-Z, Rihanna, Katy Perry e Colin Farrell também são frequentadores assíduos. 
- O Brasil também quer
     As baladas brasileiras ainda estão longe de se tornar sustentáveis, apesar das expectativas das três organizações
 de EcoBaladas ao redor do mundo em trazer para o país suas inovações. O envolvimento e a importância que os artistas, com suas bandas e festas, dão à causa pode ser um meio de mostrar a relevância de conservar o meio ambiente. “Toda vez que um artista assume uma postura sustentável de forma séria e consequente, acaba influenciando muito mais outras massas”, afirma Eduardo Petit, diretor de marketing e responsável pela divisão CarbonoNeutro da empresa MaxAmbiental. 
     A companhia já neutralizou o show do grupo O Rappa no aniversário da ONG S.O.S Mata Atlântica em junho de 2006, e já fechou contratos com a atriz Regina Casé e a ex dupla Sandy e Júnior. 
Pista de dança piezoelétrica na boate Bar Surya em Londres
     Renato Ratier, DJ e proprietário de um dos maiores clubes noturnos D-Edge, em São Paulo, elogia o projeto desenvolvido na Holanda e diz: “Estamos estudando a viabilidade de algumas dessas ideias e pesquisando outras medidas que podem ser adotadas na casa” 
    A Balada Sustentável ainda não chegou aqui, mas o empreendedor Carlos Roberto Moraes está construindo uma casa de eventos ecologicamente correta. A ideia é aliar convívio social e luxo com a preservação da natureza. 
     A casa de shows ficará entre Pederneiras e Bauru e todo o material utilizado será ecológico. “A construção foi feita com  madeira de reflorestamento, tijolo ecológico, telha de fibra vegetal, cobertura verde, entre outros”, conta Carlos. Eucaliptos que serviam de postes em cidades da região agora são pilares de sustentação. “Eles seriam queimados pela companhia de energia elétrica, mas conseguimos comprá-los em um leilão”.
     Carla Toscano, baladeira assídua de 22 anos afirma que não vê a hora de poder entrar em uma casa noturna sustentável e se sentir parte da mudança do meio ambiente. “Amo sair todo final de semana, mas sempre penso nos impactos negativos que os lugares que frequento causam. Quero fazer parte desse mundo sustentável e quero participar disso dentro do Brasil”.

domingo, 4 de setembro de 2011

Meu texto no Jornal Impacto Cultural

Eeee uma matéria minha saiu no Jornal Impacto Cultural!! :D
Para os que não conhecem, deem uma olhada: http://jornalimpactocultural.blogspot.com/

Agradeço muito à Lucia Alves pela oportunidade!!


Não sei se vai dar pra ler o texto, mas o que saiu foi o da Maria Rita:

Samba moderno e raiz
Seguindo os passos da mãe Elis Regina, a cantora e compositora Maria Rita encanta qualquer um por onde passa E não é só por sua beleza, mas principalmente pela sua voz única.
Maria Rita nasceu e continuou no meio do samba, e esbanja talento em seus shows e em cada CD que lança. Porém, mesmo tendo vivido nesse mundo há tempos, Maria só começou a dedicar-se à carreira depois de crescida. Foi com personalidades como Paulinho da Viola, Marcelo D2, Mart’nália, Alcione e Arlindo Cruz que aprendeu um jeito diferente de compor, de sambar, de respeitar e amar o samba como ele merece.
Em seu CD “Samba Meu”, Maria Rita coloca em cada faixa um toque pessoal. Não que não seja impossível de reconhecer a voz e o timbre singular de Maria, mas a maneira como ela brinca com as notas musicais como se fossem botões que liga e desliga quando bem entende, é simplesmente único - como sua mãe. 
Com o “Samba Meu”, Maria Rita traz a raiz dessa modalidade. Sem dúvidas ela quis mostrar e expor a alegria e a honra de ser um sambista nato. Ela reproduz um samba que ao escutar os primeiros acordes, o ouvinte já quer levantar e começar a se mexer.
Na primeira faixa, ela faz uma espécie e oração pedindo a permissão para passar adiante o que ela sabe sobre o samba. Pede licença para os antigos e respeitados sambistas para ela executar essa obra. A partir daí, ela começa com faixas extremamente harmônicas entre a voz e cada instrumento. Maria consegue conduzir, mesmo uma música com a letra triste, à um estado de paz e bem estar.
Dessa forma, é um dos poucos CDs que estão no mercado que faço questão de ter em minha estante para daqui algumas décadas mostrar à próxima geração do mesmo jeito que meus pais colocavam o vinil de Elis no toca discos.


Papéis e papéis..

Papel sociocultural do brasileiro
A evolução sociocultural de qualquer sociedade é baseada em todas as mudanças que ela sofreu ao decorrer da história e em tudo que isso implicará no seu futuro. Cada mudança afeta todo o relacionamento entre tecnologias, estrutura social e valores de cada geração. 
A partir da necessidade de separar e classificar as diferentes gerações que habitaram e as que ainda vão fazer diferença na sociedade, foram criadas as categorias X, Y Z e Alfa. 
A primeira denominação moderna foi a Geração X. Esta é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. Os seus integrantes têm a data de nascimento localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980. A segunda geração foi a denominada Y, também chamada de Geração Next ou Millennnials. Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da geração Baby Boomers.
Já a Geração Z é formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e preocupados com o meio ambiente. Não tem uma data de nascimento definida já que podem ser integrantes ou parte da Geração Y, pois a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.
Por fim, ainda sem características precisas definidas a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração de nascidos a partir de 2010 já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z. 
Hoje, com 20 e poucos anos, os jovens representantes da Geração Y estão provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam - e as novas estão inventando sozinhos. 
Folgados, distraídos, superficiais e insubordinados são outros adjetivos menos simpáticos para classificar os nascidos entre 1980 e 2000. Concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional, essa garotada está acostumada a pedir e ter o que quer. A novidade é que esse "umbiguismo" não é, necessariamente, negativo. Esses jovens estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito.
Todas essas características da nova geração acabam influenciando os outros integrantes de outros grupos de modo direto. A procura por livros, cinema, teatro e filmes de alta qualidade está cada vez maior. A criticidade desses também está cada vez mais rigorosa já que estão interessados apenas no que é de qualidade e que acrescentará algo em seu conhecimento. 
Dessa forma, o jovem brasileiro está inserido, em sua forma particular,  nos assuntos sociais e culturais que os rodeiam. Eles pedem o que querem e questionam o que não acham certo, porém de uma forma diferente de como era antes. Agora, a maioria das revoluções e protestos começam pela viralização de assuntos pela internet e rede sociais. Tudo o que querem que o mundo veja ou vete é disponibilizado na rede. 
Talvez isso, para muitos das gerações X, não seja certo. Mas não há como negar que os Y estão crescendo e revolucionando muitos assuntos que as linhagens anteriores nem se deram conta, como a do meio ambiente. E eles, sem dúvidas, deixarão um legado, metas e perspectivas de um futuro melhor para a geração Z. 
Nossa! Faz tempo que não posto aqui ein? Vamos dar uma atualizada com dois artiguinhos que fiz pra faculdade ;)




O papel da pesquisa da opinião para o Jornalismo

A pesquisa de opinião ou o estudo da opinião é um levantamento estatístico de uma amostra da opinião pública. Ela geralmente é feita para representar e exemplificar o ponto de vista de um determinado grupo de pessoas. Para isso, uma série de perguntas são feitas a um número específico de cidadãos e, dessa forma, obtém-se amostras para análise e conclusão do estudo. 
Esse tipo de pesquisa é fundamental para qualquer investimento e, principalmente, para os meios de comunicação e o mercado. Sem uma amostragem do que o público acha de seu veículo ou do seu produto, não há como saber o que os receptores estão pensando sobre o que está sendo vendido. No jornalismo, esses produtos podem variar de meios impressos, documentários, programas de televisão até propagandas políticas. 
O jornalista em si pesquisa e escreve para um certo público, um receptor alvo. A partir do momento que vai a campo, pergunta ao seu público o que precisa saber, leva isso ao seu meio de comunicação e usufrui das informações que coletou, dificilmente não saberá se realmente está atingindo seus objetivos. Dessa forma, fica muito mais fácil perceber onde pode melhorar, o que deve ser mudado e o que o seu público espera receber. 
Com a pesquisa, o jornalista percebe onde estão as falhas, quais os pontos que não estão sendo aceitos pelo público, recebe algumas sugestões de mudanças e melhorias e acaba tendo uma vantagem em cima dos que nunca perguntam aos seus receptores o que gostariam de receber. 
Portanto, a pesquisa da opinião pública sempre será um investimento e não um custo desnecessário como muitas empresas acreditam ser. Com um estudo de opinião, a margem de erro e gastos desnecessários com tentativas rejeitadas cai muito. O jornalista consegue chegar no seu público alvo, retirar a informação necessária tanto para a mudança, reposicionamento ou criação de um produto, e lançá-lo no mercado com uma certeza mais concreta de aceitação pela sociedade. 
Além do mais, essa pesquisa de opinião dá ao jornalista o poder de, ao detectar qualquer problema com seu produto, se aproximar do seu público alvo e receber diretamente as opiniões, reclamações, sugestões e informações essenciais para as mudanças necessárias.